Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são alarmantes e revelam uma situação preocupante no estado, onde o desemprego e a precarização do trabalho estão em ascensão. O fenômeno da “uberização” apenas intensifica a vulnerabilidade dos trabalhadores, tornando ainda mais urgente o debate sobre as políticas educacionais que têm sido desmanteladas ao longo dos últimos anos. Diante desse cenário, a UNEAL apresenta a extensão universitária como uma alternativa essencial para transformar a pesquisa acadêmica em um instrumento de intervenção social.
De acordo com a comissão organizadora, o evento não se limita a uma discussão teórica, mas busca um resgate de metodologias históricas que ajudem a entender as dinâmicas de opressão e exploração que permeiam a vida no Agreste. A proposta é criar um espaço onde estudantes e integrantes de movimentos sociais possam obter uma formação política de qualidade e que atenda às suas demandas.
A Semana de Teoria Marxista terá uma carga horária total de 20 horas, distribuídas ao longo dos três dias de atividades. A estrutura horária foi planejada para permitir um aprofundamento teórico considerável e tempo suficiente para discussões abertas e interações entre expositores e participantes.
Voltado para estudantes, pesquisadores, militantes de movimentos sociais e o público em geral, o evento é uma oportunidade única para quem busca compreender melhor as relações sociais e econômicas na região. As inscrições estão abertas na plataforma Doity, e a expectativa é que este encontro contribua significativamente para o fortalecimento do pensamento crítico entre os participantes.
Com uma proposta pedagógica que enfatiza a relação entre teoria e prática, a Semana de Teoria Marxista promete ser um marco importante na formação de uma consciência crítica e atuante, essencial para enfrentar os desafios do presente e do futuro na sociedade alagoana.




