Univaja confia em recurso do MP contra decisão de TRF1 que retira acusação de réu no caso de indigenista e jornalista assassinados.

A União dos Povos do Vale do Javari (Univaja) emitiu um comunicado na noite de terça-feira (17) expressando sua confiança de que o Ministério Público irá recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) de retirar a acusação contra Oseney da Costa de Oliveira. Oliveira é um dos três réus no caso do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, ocorrido em 2022 na Terra Indígena Vale do Javari, localizada no Amazonas.

As suspeitas de autoria do crime recaem sobre Oliveira, também conhecido como Dos Santos, seu irmão Amarildo da Costa de Oliveira, apelidado de Pelado, e Jefferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha. Durante uma audiência de instrução realizada em julho de 2023, todos os réus permaneceram em silêncio.

A Univaja ressaltou a importância da Justiça em punir os responsáveis pelo assassinato de Dom e Bruno, enfatizando a necessidade de que o julgamento seja conduzido de maneira correta e imparcial, sendo considerado significativo e simbólico para o movimento indígena do país.

A entidade manifestou preocupação com a decisão do TRF1 de derrubar a deliberação da Justiça Federal em Tabatinga (AM) e possibilitar a libertação de Oseney da Costa de Oliveira, apesar das provas coletadas pelas autoridades policiais durante as investigações que apontam sua participação direta no assassinato dos dois amigos.

Segundo a decisão do TRF1, foi entendido que Oseney apenas ofereceu carona ao seu irmão e não foi comprovada sua presença no local do homicídio, o que levou à sua possível liberdade nos próximos dias.

A Univaja também havia se pronunciado anteriormente sobre a troca do delegado responsável pela investigação do caso Dom e Bruno na Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, expressando preocupação de que essa substituição poderia prejudicar as investigações em andamento.

Diante desse cenário, a Univaja segue atenta e vigilante em busca de justiça para o caso de Bruno e Dom, reiterando sua confiança no Ministério Público para buscar as medidas necessárias diante da decisão do TRF1.

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