Caso o empresário não quite a dívida, a PGFN solicitou a penhora de seus bens. Schettini se encontra nos Estados Unidos desde dezembro do ano anterior, tendo viajado para o país poucos dias antes de ser designado como alvo da Operação Sem Desconto, uma investigação da Polícia Federal que apura irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.
Além da cobrança atual, a PGFN detalha que os débitos totais de Tiago Schettini junto à União já ultrapassam os R$ 13 milhões. Deste montante, R$ 7,7 milhões correspondem a uma multa imposta pela Controladoria-Geral da União (CGU), decorrente de seu envolvimento em um esquema de corrupção no Ministério do Trabalho e Emprego.
Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu manter a prisão preventiva de Tiago Schettini. Mesmo com pedidos de sua defesa para que a prisão fosse substituída por medidas cautelares, o pedido foi negado, mantendo a situação do empresário sob vigilância judicial.
A B2T Consultoria, empresa de tecnologia de Schettini, está sob a mira das investigações, tendo recebido um total de R$ 16,26 milhões de, pelo menos, cinco entidades associativas, também investigadas pela PF. Este fluxo financeiro, ocorrido entre outubro de 2024 e outubro de 2025, chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que está analisando os dados repassados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
De acordo com informações da Polícia Federal, Tiago Schettini e Careca do INSS compartilham uma relação de sócios ocultos na Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca (CBPA), onde Schettini exerceria uma função operacional e se beneficiaria financeiramente das atividades da organização, como um sócio legítimo. As complicações legais e as graves acusações levantadas contra ele trazem à tona um dos muitos desafios que envolvem a luta contra a corrupção no país.
