União no Egito Gera Duas Obras Literárias que Celebram Ancestralidade e Educação Afrocentrada, com Lançamento Programado para Julho de 2024.

Em agosto de 2024, a educadora e escritora Bárbara Carine, reconhecida com o Prêmio Jabuti, uniu-se ao multiartista Thiago Thomé em uma cerimônia celebrada sob as majestosas Pirâmides de Gizé, no Egito. A imersão na cultura e na história do antigo Egito foi tão impactante que, durante o retorno ao Brasil, eles deram início à elaboração de duas obras literárias que se desdobraram dessa experiência única. Após dois anos de preparação, os livros “O Velho Mundo: Egito Negro nas Escolas”, de Bárbara Carine, e “Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertari”, de Thiago Thomé, estarão disponíveis em pré-venda a partir de 12 de julho, ao custo de R$59,90 cada, exclusivamente pela Amazon.

Os lançamentos sinalizam a criação do selo editorial Atotô, desenvolvido em parceria com a Editora Caxinguelê. Com um foco na valorização de narrativas negras e afrocentradas, o selo tem como objetivo ampliar a circulação de obras que tratem de temas como educação, literatura, memória e transformação social. Conforme eles expressam, a experiência vivida no Egito foi “transformadora”, levando cada um a traduzir suas percepções de maneiras distintas. Bárbara optou por um olhar voltado para a pesquisa e a educação, enquanto Thiago explorou a ficção e a aventura.

O livro de Bárbara, “O Velho Mundo: Egito Negro nas Escolas”, é uma mescla de pesquisa acadêmica, relato pessoal e reflexão educacional. A obra se apresenta como uma conversa íntima com o leitor, onde a autora explora as narrativas históricas da civilização kemética, propondo uma releitura dos fatos que geralmente são contados sob uma perspectiva eurocêntrica. Ela destaca a importância do reconhecimento da ancestralidade africana e dos legados culturais frequentemente invisibilizados.

Por sua vez, “Jorge Obaína e o Tesouro de Nefertari” oferece uma narrativa emocionante, ambientada em 2050, onde um arqueólogo brasileiro é impulsionado a revisitar o passado. O livro combina elementos de thriller arqueológico e afrofuturismo, enquanto Jorge descobre um papiro enigmático que o envolve em uma teia de mistérios e conspirações. Esta obra, rica em aventura e suspense, dialoga com um público jovem e apaixonado por fantasia, ao mesmo tempo que levanta questões sobre a narrativa histórica e as vozes que foram silenciadas.

Ambos os livros, diferentes em forma e estilo, compartilham uma raíz comum: a profunda experiência vivida pelo casal no Egito. Eles exploram a interseção entre educação e ficção, demonstrando como experiências de vida podem inspirar múltiplas formas de arte e conhecimento.

As datas do lançamento oficial estão programadas para coincidir com eventos literários significativos, como a celebração de seu casamento civil no Rio de Janeiro e a participação na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Assim, os autores buscam não apenas apresentar suas obras, mas também celebrar a ancestralidade e a rica história cultural que ambas representam. O selo Atotô se insere, portanto, como uma nova voz no cenário literário brasileiro, prometendo trazer à tona narrativas que evidenciam a pluralidade da história e da memória afro-brasileira.

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