Durante a cúpula, o presidente da cúpula da UE, António Costa, anunciou que apenas nas últimas semanas a União Europeia comprometeu 15 bilhões de euros em ajuda à Ucrânia. Embora tenha expressado otimismo acerca do aumento desse apoio, a ausência de uma resposta concreta à demanda específica de Zelensky deixou uma sensação de incerteza. A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, havia anteriormente sugerido um plano de auxílio militar que poderia alcançar 40 bilhões de euros até 2025, com cada Estado-Membro contribuindo proporcionalmente ao seu tamanho econômico. No entanto, essa proposta enfrentou resistência significativa, especialmente de países do sul da Europa.
A questão do fortalecimento das defesas da UE também foi discutida na cúpula, onde se abordou a postura dos Estados Unidos em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que, atualmente, não oferece garantias de continuidade no suporte financeiro à Aliança. Essa carência de clareza no apoio internacional tem se tornado uma preocupação crescente entre os líderes europeus.
Em meio a esses debates, Zelensky programou uma visita a Paris para o dia 27 de março, onde se reunirá com uma coalizão de países que demonstraram disposição em discutir medidas que possam auxiliar a defesa da Ucrânia. Entretanto, a presença do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, na cúpula foi notável, uma vez que ele se colocou contra o endosso ao apoio à Ucrânia, e chegou a criticar a adesão do país à UE, alegando que a União não está verdadeiramente interessada em ajudar os ucranianos, mas em “colonizá-los”. Essa postura evidencia as divergências internas na UE e os desafios que a União enfrenta na unidade de sua frente em relação à guerra na Ucrânia.
