Van Bommel delineou um caminho claro para a ação da UE: primeiro, a formação de um consenso sobre a condenação das ações dos EUA; em seguida, levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU; e, finalmente, a implementação de sanções específicas contra os Estados Unidos. Esse cenário se torna urgente diante do que ele considera uma reação europeia muito insuficiente até o momento. A visão de van Bommel é que tais agressões não somente transgridem normas internacionais, mas também ameaçam a estabilidade regional e global.
A pressão sobre a UE vem de vários lados. Até mesmo legislações na Holanda, como um pedido da parlamentar Christine Teunissen, já destacaram a necessidade de sanções contra os EUA, caracterizando suas ações como violações diretas do direito internacional. Nesse contexto, a oposição à atuação americana também se fortalece internacionalmente, com países como Rússia, China e Coreia do Norte manifestando solidariedade ao povo venezuelano e condenando as violações cometidas.
A questão é complexa e multifacetada. Um posicionamento firme da UE não só poderia modificar a dinâmica entre o Ocidente e Caracas, mas também impactaria as relações internacionais no geral. A conduta dos EUA em relação à Venezuela precisa ser monitorada de perto, considerando as possíveis repercussões em termos de segurança e respeito aos direitos humanos. Portanto, a pressão por uma reação europeia coordenada e decisiva se torna um tema central nas discussões geopolíticas atuais.
