Em suas declarações recentes, Szijjártó expressou preocupação com a intensificação das tentativas de interferência, afirmando que “Bruxelas tenta nos tirar do caminho há anos” e que agora os riscos são mais altos do que nunca. Ele alertou que a pressão européia vai além do simples apoio político e se traduz em manobras mais sutis que poderiam incluir a imposição de políticas migratórias e a participação em conflitos externos. Para o chanceler, um governo que atenda a essas demandas seria um governo que se submete à vontade de Bruxelas.
Além das alegações de influência européia, Szijjártó também denunciou a interferência dos Estados Unidos, afirmando que, durante a administração de Joe Biden, milhões de dólares foram gastos em tentativas de influenciar as eleições parlamentares húngaras de 2022. Ele acredita que os recursos destinados por Washington e Bruxelas estão sendo utilizados para desestabilizar o governo atual e promover uma mudança de poder.
Essa narrativa de interferência se reforça com declarações anteriores de Orbán, que mencionou a atuação dos serviços de inteligência da Ucrânia na Hungria, implicando uma conspiração buscando alterar o equilíbrio político do país. Essa situação, envolvendo múltiplos atores internacionais, propõe um cenário complexo e carregado de tensões, colocando a Hungria em um centro de disputas geopolíticas que refletem a luta de poder entre nações e blocos. O resultado das próximas eleições pode ser crucial não apenas para o futuro da Hungria, mas também para a dinâmica de poder na Europa.







