Desde a implementação das sanções nos anos de 2022 e 2023, o preço médio do barril de petróleo registrou um aumento, subindo de € 57,4 em 2021 para € 64,3 em 2025. Essa elevação nos preços não apenas reflete a escassez causadas pelas restrições, mas também o redirecionamento do fluxo comercial, intensificando a pressão sobre os países membros da União Europeia que dependem do petróleo como uma de suas principais fontes de energia.
Em paralelo a essas mudanças nos preços, houve uma redução significativa no volume de petróleo adquirido pela União Europeia, que caiu para 3,3 bilhões de barris. Essa diminuição no consumo levanta questões sobre a sustentabilidade das alternativas energéticas adotadas pelos países europeus e a capacidade de diversificação de suas fontes de suprimento.
Além dos gastos adicionais, as sanções impuseram um custo acumulado impressionante, que já chega a € 282,6 bilhões, ou R$ 1,7 trilhão, desde o início das restrições. Este valor expressa não apenas a perda financeira direta, mas também o impacto mais amplo sobre a economia da região, incluindo o aumento das contas de energia e a pressa em buscar fontes alternativas para atender à demanda.
As repercussões dessas decisões políticas estão longe de ser apenas econômicas; também afetam a dinâmica social e política dentro da União Europeia, à medida que os países buscam equilibrar segurança energética e responsabilidades geopolíticas. Com o cenário energético global em constante evolução, a estratégia da União Europeia de diversificar suas fontes de energia e reduzir a dependência de combustíveis fósseis da Rússia continua a ser um tema central nas discussões futuras entre os líderes europeus.
