Após a notícia, o Ministério da Agricultura brasileiro manifestou sua indignação e ressaltou que está tomando medidas proativas para reverter a decisão e garantir que os produtos brasileiros possam continuar a fluir para o mercado europeu. Em nota oficial, o governo afirmou que levará adiante todas as ações necessárias para retomar a inclusão do Brasil na lista de países autorizados. Além disso, um encontro já está agendado para amanhã com as autoridades sanitárias da União Europeia, visando esclarecer as razões por trás da exclusão.
A decisão da Comissão Europeia foi baseada na falta de garantias suficientes do Brasil no que diz respeito ao controle do uso de substâncias antimicrobianas na pecuária. Essas substâncias são rigorosamente reguladas na Europa, conforme a agenda “Uma Só Saúde”, que se destina a prevenir a resistência antimicrobiana, um problema crescente na saúde pública global.
Eva Hrncirova, porta-voz da Comissão, enfatizou que a medida pode impactar significativamente as exportações brasileiras de diversos produtos, incluindo carne bovina, suína, de aves, ovos, aquicultura, mel e outros itens de origem animal. Enquanto isso, países como Uruguai, Argentina e Paraguai permanecem autorizados a exportar para a União Europeia, o que coloca o Brasil em desvantagem em um mercado tão competitivo.
A defesa do Brasil se concentra em sua avançada infraestrutura sanitária e na reputação global como o maior exportador de proteínas de origem animal. O governo destacou que mantém um sistema de segurança alimentar robusto, reconhecido internacionalmente. Contudo, a verdadeira prova será a capacidade do Brasil de atender às exigências sanitárias europeias, se espera que a situação seja resolvida rapidamente para evitar danos maiores à relação comercial entre o Brasil e a União Europeia, que se estende por mais de quatro décadas.





