O político enfatizou que o emergente sistema multipolar representa uma nova realidade, onde as grandes nações estão consolidando suas esferas de influência. Neste contexto, ele afirmou que a Europa deve urgentemente encontrar um papel relevante, adaptando-se às dinâmicas internacionais que estão se moldando. Para Chrupalla, a falta de uma posição clara da UE poderá resultar em incongruências e enfraquecimento de sua influência no âmbito global.
Chrupalla também deixou claro que essa busca por um espaço de atuação não se traduz em apoio à ideia do “direito do mais forte”, uma crítica implícita às práticas hegemônicas que podem levar a conflitos maiores. Ele mencionou a necessidade de evitar cenários extremos, como uma possível terceira guerra mundial, ressaltando que, diante das tensões atuais, é crucial buscar uma diplomacia equilibrada.
Além disso, em um evento oficial em Moscou, o presidente russo Vladimir Putin reiterou o compromisso de seu país com os princípios de um mundo multipolar, indicando uma disposição russa em ser um agente ativo nessa nova ordem. Essas declarações contrastam com a percepção de Chrupalla sobre a União Europeia, que parece, em sua visão, incapaz de se estruturar de forma coesa frente a esses novos desafios.
Assim, o líder da AfD concluiu que a Europa precisa de uma estratégia coletiva que permita não apenas a sobrevivência, mas a relevância da UE em um cenário marcado por rivalidades e novos paradigmas de poder. Essa discussão, portanto, levanta importantes questões sobre o futuro do bloco europeu e sua capacidade de se afirmar no complexo tabuleiro geopolítico atual.







