Com o enredo “Berenguendéns e Balangandãs”, a agremiação somou impressionantes 269,4 pontos, superando suas concorrentes e conquistando o primeiro lugar na classificação. No entanto, já no ano anterior, haviam surgido alegações de que a escola poderia estar envolvida em um esquema para obter vantagens na disputa de 2026, o que agora gera mais desconfiança após sua vitória.
A situação é ainda mais complexa devido a uma suposta aliança entre a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que organiza o Grupo Especial, e a LigaRJ, responsável pela Série Ouro. Nomes proeminentes na hierarquia do carnaval, como Sandro Avelar e Ailton Guimarães Jorge, foram mencionados em reportagens como possíveis instigadores de um cenário de favoritismo.
Ademais, a relação entre a escola e o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, também suscita polêmicas. Ele é presidente de honra da União e, conforme reportado, teria destinado mais de R$ 8 milhões à escola em 2024. Com a vitória, Quaquá expressou sua alegria nas redes sociais, mas a situação gerou desencontros de opiniões entre os foliões.
A reação do público nas plataformas digitais foi intensa. Muitos internautas manifestaram seu descontentamento, questionando a efetividade da competição e insinuando que o resultado estaria viciado. Comentários como “Parabéns, escola do prefeito” e críticas severas ao desfile, onde um acidente culminou na lesão de um funcionário, reforçaram as dúvidas sobre a legitimidade da vitória.
No incidente, a última alegoria da União de Maricá prensou três pessoas e um dos envolvidos sofreu fraturas graves ao ser atingido. As críticas não se limitaram apenas ao ocorrido, mas se estenderam às condições da apresentação e à condução da escola, gerando uma onda de insatisfação.
A Liesa anunciou que não tem obrigação de gerenciar o Grupo de Acesso, limitando-se a sua atuação no Grupo Especial. Tanto a LigaRJ quanto a União de Maricá não se pronunciaram sobre as reclamações recebidas até o momento. O cenário atual mantém em evidência a fragilidade do processo competitivo e a urgência de uma conversa mais transparente entre as autoridades do carnaval carioca.
