Ume Capta R$ 500 Milhões em FIDC e Promete Impulsionar Varejo em Meio a Desafios Econômicos

A fintech Ume, especializada em crédito digital, anunciou recentemente a captação de R$ 500 milhões através de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). O montante arrecadado superou as expectativas iniciais, demonstrando um forte interesse do mercado. Empresas de grande porte, como Itaú, Bradesco e XP (Augme), além de outras instituições como Milenio, Verde e Credit Saison, participaram ativamente dessa captação.

Com os novos recursos, a Ume planeja expandir sua presença no mercado de capitais. A fintech oferece uma plataforma que permite a varejistas, marketplaces e prestadoras de serviços concederem créditos diretamente aos seus clientes, eliminando a necessidade de uma estrutura financeira complexa. Essa abordagem visa facilitar o acesso ao crédito em um cenário econômico desafiador, onde as altas taxas de juros e as incertezas estão em jogo.

Theo Ramalho, cofundador da Ume, destacou a importância da nova captação, que se segue a um FIDC anterior de R$ 150 milhões. Ele ressaltou a aceleração da demanda por parte dos parceiros como um fator crucial para o sucesso desta operação. De acordo com Ramalho, os recursos obtidos poderão gerar mais de R$ 1 bilhão em receita adicional para os parceiros da fintech, contribuindo significativamente para o fortalecimento do varejo no Brasil.

A Ume utiliza tecnologias de Inteligência Artificial para automatizar uma parte de suas operações, permitindo uma escalabilidade maior no fornecimento de crédito. Além disso, a plataforma possibilita que as empresas ofereçam produtos financeiros diretamente a seus clientes, ampliando as opções disponíveis.

A crescente popularidade dos FIDCs no cenário financeiro também merece destaque. No primeiro semestre deste ano, esses fundos captaram R$ 30,6 bilhões líquidos, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). A participação dos FIDCs como fonte de captação para fintechs de crédito aumentou substancialmente, passando de 15% para 25%, numa pesquisa que mostrou que 65% das fintechs consideram esses fundos uma prioridade para captação.

Outras fintechs, como Robbin e Zippi, estão seguindo a tendência. Robbin anunciou recentemente uma rodada de investimento de US$ 8 milhões e um FIDC de US$ 100 milhões, enquanto Zippi completou sua terceira emissão de FIDC, arrecadando R$ 220 milhões, direcionado ao crédito para micro e pequenos empreendedores. O crescimento desse segmento aponta para um cenário promissor para as fintechs no Brasil.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo