Ume Capta R$ 500 Milhões com FIDCs e Pretende Fortalecer Varejo Brasileiro em Tempo de Crise Econômica

A fintech Ume acaba de realizar uma captação significativa de R$ 500 milhões por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), anunciada na quarta-feira, 12 de agosto. A operação atraiu um interesse expressivo, superando o volume originalmente previsto. Entre os participantes da captação, destacam-se grandes instituições financeiras como Itaú, Bradesco e XP, além de gestoras como Milenio, Verde e Credit Saison.

Com essa nova injeção de recursos, a Ume visa expandir sua presença no mercado de capitais, permitindo que varejistas, marketplaces e empresas de serviços ofereçam crédito diretamente aos seus clientes sem a necessidade de montar uma estrutura financeira independente. O cofundador da Ume, Theo Ramalho, destacou que essa movimentação é crucial para o fortalecimento do varejo brasileiro em um período marcado por taxas de juros elevadas e um panorama econômico incerto. Ele afirmou que esse capital permitiria que a Ume gerasse mais de R$ 1 bilhão em receita adicional para seus parceiros, alavancando as operações em um momento delicado para o setor.

A fintech opera com o apoio de tecnologia avançada, utilizando agentes de Inteligência Artificial que automatizam diversas operações e ampliam a capacidade de concessão de crédito. Essa inovação também possibilita que as instituições parceiras ofereçam produtos financeiros de maneira mais direta a seus consumidores, provendo assim uma experiência mais integrada.

Este movimento da Ume está em linha com a crescente aceitação e uso de FIDCs entre fintechs de crédito. No primeiro semestre do ano, esses fundos captaram R$ 30,6 bilhões líquidos, conforme relatado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. A participação dos FIDCs na captação de recursos pelas fintechs saltou de 15% para 25%, e 65% das fintechs consultadas consideram essa opção uma fonte prioritária para captação em 2023.

Outras fintechs também seguem a tendência, como a Robbin, que levantou recentemente US$ 8 milhões e estruturou um FIDC de US$ 100 milhões, e a Zippi, que emitiu um novo FIDC de R$ 220 milhões. Esse cenário evidencia um dinamismo no setor de fintechs, destacando a necessidade crescente de alternativas financeiras inovadoras e acessíveis.

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