A criação dessa comissão foi recentemente aprovada pelo Conselho Universitário (Consuni), representando um marco importante na trajetória da Ufal. O encontro inaugural foi permeado por um forte sentimento de responsabilidade coletiva em abordar as violências de direitos humanos que ocorreram no ambiente universitário durante o período da Ditadura Militar. A professora Emanuelle Rodrigues, que presidiu a reunião, destacou a relevância do trabalho a ser desenvolvido, enfatizando a busca incessante pela verdade e pela reparação das injustiças sofridas ao longo desse período.
Durante a sessão, os participantes realizaram uma leitura coletiva da Resolução nº 58/2025 do Consuni e discutiram o Regimento Interno da Comissão, resultando em importantes ajustes que serão consolidados e publicados nos próximos dias. Um dos principais focos do encontro foi a definição de um cronograma de atividades, além da proposta de editais para a seleção de bolsistas e colaboradores voluntários.
Outra temática abordada foi a estruturação dos Grupos de Trabalho (GTs), que se concentrarão em áreas específicas, como acervos históricos, movimento estudantil e censura, entre outros. Os membros da comissão também reconheceram a importância de acentuar a articulação com outras comissões da verdade existentes, tanto em nível estadual quanto em outras instituições do Nordeste.
A formação desta comissão segue a histórica decisão de diplomar simbolicamente estudantes da Ufal que perderam a vida em decorrência da repressão militar. Com o estabelecimento oficial do grupo, a universidade dá início a um ciclo de reflexões e ações voltadas para a reconstrução de sua história. A professora Rodrigues ressaltou a necessidade de um planejamento claro e a importância de encontros regulares com outras comissões, reforçando que essas iniciativas são essenciais para alcançar resultados duradouros.
A próxima reunião da Comissão está agendada para o dia 30 de junho, e até lá, os membros se dedicarão à organização interna e ao planejamento das primeiras ações, que incluirão a produção de materiais institucionais. Com a Bienal do Livro se aproximando, Emanuelle destacou essa como uma oportunidade fundamental para apresentar à sociedade o trabalho da comissão e o papel crucial que a Ufal desempenha na luta por justiça e memória.
