De acordo com a visão do Real Madrid, essa resistência foi crucial para a proteção do futebol em um momento tão delicado. O clube espanhol valorizou expressivamente a desistência da FIFA, considerando-a uma boa notícia e ressaltou a importância dos clubes no ecossistema do futebol. Em seu comunicado, o Real afirmou que “os clubes são a base sobre a qual se constrói o futebol de seleções e a Copa do Mundo”, destacando que são eles responsáveis por descobrir, formar, desenvolver e fornecer os jogadores que tornam viáveis as grandes competições.
O Real Madrid ainda enfatiza que eventos como a Copa do Mundo não devem ser tratados meramente como ativos financeiros destinados à comercialização em benefício de poucos. No último torneio, o clube teve dez atletas convocados para representar suas seleções, incluindo a estrela brasileira Vini Jr., reforçando seu compromisso com o futebol de seleções.
A posição do clube é clara em relação a qualquer tentativa de mercantilizar as receitas futuras das competições sem que sejam assumidos os custos e riscos correspondentes. “São os clubes que os sustentam, e qualquer iniciativa que busque apropriar-se das receitas futuras do futebol sem assumir as responsabilidades que as geram é inaceitável”, declarou a nota. Além disso, o Real Madrid reiterou sua oposição a compromissos envolvendo receitas audiovisuais da La Liga, expressão de sua preocupação com os precedentes que o futebol não deveria reproduzir.



