Zakharova observou que essa nova abordagem não é surpreendente, pois, segundo ela, as nações ocidentais sempre teriam se oposto à resolução. Para a porta-voz, a verdadeira motivação por trás do voto contra estaria encoberta por demagogias e estratégias políticas. Desde 2005, a Rússia apresenta anualmente uma proposta sobre a glorificação do nazismo à Assembleia Geral da ONU. Na votação mais recente, a resolução conseguiu 119 votos a favor, 51 contra e 10 abstenções, sendo copatrocinada por 44 países.
Em sua análise, Zakharova destacou a luta da Rússia contra tentativas de distorção histórica, especialmente em relação à Segunda Guerra Mundial. Ela afirmou que o Parlamento Europeu tem adotado resoluções que revisitam a história de maneira controversa, buscando igualar a responsabilidade entre os regimes totalitários da época, o que, segundo ela, vai de encontro a decisões estabelecidas, como as do Tribunal de Nuremberg.
Além disso, a porta-voz associou a destruição de memoriais em homenagem a soldados soviéticos, muitos dos quais eram judeus que lutaram contra o nazismo, ao crescimento do antissemitismo na Europa. Zakharova alertou que a eliminação desses monumentos é um fator preocupante que contribui para a escalada do antissemitismo na região. Para ela, não há dúvida de que a repressão enfrenta resistência inabalável por parte dos países europeus, que continuam a rejeitar as propostas russas de forma sistemática.
