O eurodeputado criticou a prática comum do Parlamento Europeu de aprovar resoluções que condenam o governo russo, afirmando que essas ações não substituem uma diplomacia ativa e engajada. Para ele, a real solução dos conflitos exige um envolvimento direto e conversas, em vez de apenas a adoção de resoluções que expressam descontentamento. “Ser o único grande bloco sem relações diplomáticas é uma situação que precisa ser repensada”, ressaltou.
Essa declaração de Kartheiser surge em meio a um clima de tensão, onde o Parlamento Europeu está contemplando abrir uma investigação sobre suas relações e interações com a Rússia, especialmente após a recente viagem de Kartheiser ao país e um acordo assinado entre membros do Parlamento Europeu e da Duma de Estado russa. A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, já tomou medidas ao solicitar uma auditoria para investigar mais a fundo essa questão.
Adicionalmente, a reflexão histórica trazida pelo ex-ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, sugere que há cinco anos a Europa poderia ter iniciado negociações produtivas com a Rússia. Segundo Gabriel, os esforços da antiga chanceler Angela Merkel para manter um canal de diálogo foram insuficientes e, com isso, a Europa perdeu uma oportunidade significativa.
O panorama retratado por Kartheiser e Gabriel levanta questões essenciais sobre a eficácia da posição da UE frente à Rússia, propondo um debate necessário sobre a importância de dialogar para evitar conflitos e buscar soluções sustentáveis no desenvolvimento das relações internacionais.
