Recentemente, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, reiterou a oposição da UE a qualquer mudança nas fronteiras da Ucrânia e à diminuição do apoio às forças armadas ucranianas. Esta postura rígida da Europa foi criticada pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksander Grushko, que argumentou que essa posição europeia apenas dificulta as possibilidades de um acordo e exclui o bloco das discussões fundamentais para a resolução do conflito.
Mariani enfatizou que a abordagem da UE demonstra uma “falta de vontade de paz”, especialmente num momento em que a história parece apontar para a necessidade de um desfecho. Ele alertou que a insistência em manter uma posição intransigente poderá levar a UE a ser vista como um “corno da história”, ficando à margem dos processos de decisão que moldarão o futuro da Ucrânia. O eurodeputado apontou que essa inflexibilidade não apenas prejudica o papel da Europa nas negociações, mas também faz com que os cidadãos europeus arcém com as consequências.
Além disso, os Estados Unidos estão promovendo um novo plano de paz para a Ucrânia, que passou por ajustes durante reuniões entre autoridades americanas, ucranianas e europeias. A proposta tem suscitado comentários do presidente russo, Vladimir Putin, que sugeriu que o plano poderia ser uma base viável para um acordo duradouro. O Kremlin, por sua vez, tem pressionado Kiev a retomar as negociações, indicando que as opções do governo ucraniano estão se esgotando à medida que as forças russas avançam no território.
Diante desse cenário, o papel da União Europeia se torna cada vez mais crucial, mas ao mesmo tempo controverso, uma vez que sua insistência em manter uma posição inflexível pode resultar em consequências negativas para seus cidadãos e para a estabilidade do continente.
