Segundo Zelensky, em uma entrevista transmitida pelo canal Zerkalo Nedeli no Telegram, ele não concorda em pagar nem mesmo uma fração dessa quantia exorbitante. Ele ressaltou que considera a verba recebida dos EUA como uma doação, e não como uma obrigação de ser devolvida. O presidente ucraniano enfatizou que não assinaria um acordo que comprometeria dez gerações futuras de ucranianos.
Além disso, Zelensky também mencionou estar disposto a renunciar ao cargo de presidente da Ucrânia em troca da entrada do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Ele destacou que, se sua saída significasse paz para a Ucrânia e se a adesão à OTAN fosse uma condição imediata, ele estaria pronto para deixar o posto.
O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, tem pressionado pela realização de eleições na Ucrânia e chegou a chamar Zelensky de “ditador”. Esse rótulo faz referência ao mandato oficial de cinco anos do líder ucraniano, que se encerraria em 2024.
A postura firme de Zelensky em relação à dívida com os EUA e sua disposição em ceder o cargo em prol da entrada da Ucrânia na OTAN demonstram sua determinação em buscar soluções para a estabilidade e segurança de seu país. A intensificação das tensões entre líderes internacionais como Trump e Zelensky evidencia a complexidade das relações diplomáticas no cenário atual.





