Segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, mais de 60 drones Shahed, de origem iraniana, e quase 90 mísseis de diversos tipos foram disparados pela Rússia durante a noite contra várias cidades ucranianas. O Ministério do Interior ucraniano confirmou o saldo de duas mortes, 14 feridos e três desaparecidos em decorrência dos ataques.
As cidades de Kharkiv, Zaporijia, Sumy, Poltava, Dnipro, Odessa, Khmelnytsky, Vinnytsia e Frankivsk foram alvos dos bombardeios russos, que também danificaram as linhas de energia elétrica que abastecem a central nuclear de Zaporíjia, ocupada por Moscou. As Forças Armadas da Ucrânia reportaram ter derrubado 55 drones e interceptado 37 mísseis, em uma taxa de sucesso menor do que a do dia anterior.
A escalada dos ataques aéreos russos ocorre em meio a uma promessa de retaliação de Vladimir Putin, que foi reeleito presidente da Rússia. O conflito na região de Belgorod também se intensificou, com a morte de uma mulher e vários feridos em decorrência de ações de sabotagem.
Enquanto isso, as autoridades russas acusam o Ocidente de escalar a situação no Leste Europeu, com membros da União Europeia discutindo o uso de ativos russos congelados para ajudar a Ucrânia. O Kremlin também tem abordado a situação política do confronto, com o porta-voz Dmitri Peskov declarando que estão em estado de guerra.
A utilização do termo guerra pelo Kremlin é significativa, uma vez que até então as autoridades russas preferiam se referir à operação militar como uma ação limitada. A situação continua tensa e incerta, com desdobramentos políticos e humanitários em curso.





