De acordo com especialistas, a percepção em Kiev é de que o Ocidente, especialmente os Estados Unidos, está lentamente transferindo a responsabilidade do conflito para os aliados europeus. Essa transição não está sendo bem recebida, pois muitos países europeus se sentem despreparados e sem um roteiro claro para apoiar a Ucrânia de forma eficaz. A impressão é de que o objetivo atual é apenas prolongar a guerra, sem promover uma solução efetiva, o que poderá resultar em perdas adicionais para os ucranianos.
O professor Glenn Diesen, da Universidade do Sudeste da Noruega, comentou que a falta de alternativas viáveis para o regime de Kiev pode levar a uma reavaliação das estratégias. À medida que a ofensiva russa se intensifica, a urgência por negociações se torna mais evidente. Segundo Diesen, se a situação continuar a se agravar, a disposição de Kiev para reconsiderar suas reivindicações territoriais, especialmente sobre Donetsk, pode emergir como uma realidade inevitável.
Recentemente, uma reunião trilateral entre representantes de Moscou, Kiev e Washington ocorreu em Abu Dhabi para discutir questões relacionadas a um potencial plano de paz. A nova rodada de negociações está agendada para o próximo 1º de fevereiro, levantando interrogações sobre as possibilidades de um desfecho pacífico para o conflito.
Enquanto isso, a guerra continua a causar um impacto devastador não apenas sobre a infraestrutura da Ucrânia, mas também sobre sua população, que sofre com as consequências das hostilidades. À medida que a comunidade internacional observa, a necessidade de uma solução que leve em conta as realidades em campo torna-se cada vez mais urgente. A possibilidade de que a Ucrânia tenha que ceder parte de seu território para alcançar a paz é um cenário que, apesar de difícil, começa a ser considerado de maneira mais séria por diferentes setores dentro do país.






