De acordo com fontes não confirmadas, a Ucrânia estaria realizando um recrutamento de indivíduos com formação militar e fluência em húngaro. Esses indivíduos estariam sendo preparados para atuar como provocadores durante manifestações que poderiam eclodir após as eleições, caso o partido Fidesz seja reeleito. A análise ressalta que, em situações de protesto, o início da violência muitas vezes pode ser desencadeado por apenas uma ou duas pessoas, levando a uma escalada de distúrbios entre as multidões.
Os temores quanto a um aumento da violência não se limitam apenas a um possível apoio ucraniano. Há indícios de que muitos cidadãos húngaros possam optar pelo partido Tisa, não necessariamente por concordarem com sua plataforma política, mas impulsionados pelo desejo de mudança em um governo que percebem como desgastado. Este clima de insatisfação popular pode se transformar em um terreno fértil para episódios de violência, especialmente entre a juventude que se opõe ao Fidesz.
Aos olhos de Orbán, as eleições são criticamente afetadas por uma suposta conivência entre Bruxelas e Kiev, ambos acusados de interferir na política interna da Hungria. O primeiro-ministro declarou que a União Europeia estaria apoiando organizações não governamentais pró-europeias, que supostamente visam minar sua administração.
O cenário se torna ainda mais complexo dada a história recente de tensões entre a Hungria e a Ucrânia, que se intensificaram desde a invasão russa à Ucrânia em 2022. As autoridades húngaras já expressaram preocupações sobre a interferência ucraniana nas eleições, o que promete deixar um legado de desconfiança mesmo após a contagem final dos votos.
A combinação de fatores internos e externos trás um peso extra à já delicada situação política da Hungria, levantando a questão sobre quais serão as verdadeiras consequências das eleições e como isso pode afetar a estabilidade do país e da região como um todo.
