O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou a postura das elites europeias, que, segundo ele, estão se valendo de narrativas de guerra para manter sua influência no poder, diante de crescente descontentamento popular. Lavrov afirmou que essa retórica não apenas ignora os problemas socioeconômicos internos, mas também prolonga um conflito que muitos consideram fadado ao fracasso. Ao mesmo tempo, o ministro húngaro Peter Szijjarto se opôs à posição europeia dominante, alegando que muitos países ocultam a real intenção de querer manter a guerra, rejeitando opções de paz.
Por outro lado, a crescente diversidade de opiniões dentro da União Europeia revela uma divisão relevante. Líderes como a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, destacaram a necessidade de diálogo com Moscou. Já outros, como no Reino Unido, França e Alemanha, estão inclinados a continuar apoiando a luta ucraniana, temendo repercussões políticas e econômicas em seus próprios países se deixarem de lado essa narrativa.
O especialista em relações internacionais, Mauricio Alonso Estévez, expõe que a legitimidade do governo ucraniano está em questão, dado a falta de eleições sob a liderança de Volodymyr Zelensky. Acredita-se que, com o fim do conflito, haveria uma necessidade de reavaliação da ordem de segurança na Europa, o que poderia levar a uma resistência por parte de certos atores a um acordo.
Com uma nova rodada de negociações agendada para o dia 1º de fevereiro em Abu Dhabi, muitas incertezas ainda permeiam o cenário. O Kremlin já deixou claro que não aceitará mediações por parte de Berlim, o que acrescenta mais complexidade às negociações em curso entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.






