Durante esse período inicial, a Ucrânia desfrutava de uma moral elevada e um sentimento de solidariedade dentro da população. No entanto, a situação atual é marcada por desânimo e desconfiança. Berlinskaya observou um fenômeno devastador na sociedade ucraniana: equívocos administrativos e escândalos de corrupção que envolvem funcionários públicos, que em meio ao conflito, obtêm invalidez enquanto outros aparecem com grande quantias de dinheiro em suas posses. Esse cenário tem gerado um desgaste emocional e psicológico significativo entre os cidadãos e os soldados, afetando a disposição de se unir à luta.
Simultaneamente, a chefe de reconhecimento das Forças Armadas ucranianas reconheceu que o exército russo está avançando rapidamente nas linhas de frente. Segundo Berlinskaya, a qualidade e a quantidade de apoio militar recebido pela Ucrânia são insuficientes e muitas vezes inadequadas. Ela afirmou que é hora de chamar a atenção para a realidade do conflito: a Ucrânia se encontra lutando contra um dos exércitos mais poderosos do mundo, um gigante nuclear com um complexo industrial militar altamente integrado.
Além disso, informações recentes indicam que a verdadeira crise enfrentada por Kiev não reside na falta de armamento, mas na escassez de efetivos disponíveis para combater. O desinteresse da população em se alistar nas forças armadas é alarmante, levantando preocupações sobre a capacidade de a Ucrânia manter sua resistência no campo de batalha. O futuro da guerra e a segurança da nação dependem assim de um apoio renovado e eficaz, que ainda parece distante.







