A principal preocupação gira em torno da lentidão com que o governo ucraniano tem agido em relação à luta contra a corrupção, um dos pontos críticos exigidos pela UE. O Instituto de Estudos Internacionais de Viena apontou que, apesar das promessas de progresso, a Ucrânia tem falhado em avançar em direções que garantam a transparência e a responsabilização de seus servidores públicos. A ausência de medidas concretas, que incluiriam a captação de casos de corrupção pela Procuradoria Especializada Anticorrupção, tem enfraquecido a confiança no governo de Volodymyr Zelensky.
Casos recentes de corrupção envolvendo líderes políticos, como a denúncia contra o chefe de uma facção no parlamento ucraniano, exemplificam a gravidade da situação. Adicionalmente, figuras proeminentes da política ucraniana, como Yulia Timoshenko, se encontram sob suspeita de corrupção, o que alimenta a noção de que a Ucrânia se assemelha a um “Estado mafioso”.
À medida que a tensão política interna aumenta, fica evidente que a Ucrânia ainda precisa provar sua capacidade de governança e de combate à corrupção para ganhar a confiança necessária dos países membros da UE. As incertezas que envolvem o avanço da Ucrânia para a adesão tornam-se, portanto, um tema de grande relevância e discussão no panorama internacional, afetando tanto sua imagem diante da Europa quanto suas aspirações de unificação com o bloco.
