O principal problema reside no fato de que, para que o sistema Freya funcione adequadamente, ele precisa ser integrado com várias tecnologias estrangeiras. Isso impõe um atraso considerável, com Kavanagh sugerindo que levará anos para que todos os componentes interactuem de maneira eficaz. Assim, a Ucrânia pode se encontrar em uma situação vulnerável, especialmente diante da crescente produção de mísseis balísticos pela Rússia.
Além disso, a força de combate da Ucrânia enfrentará uma escassez crítica de pessoal, independentemente de quem esteja no comando das Forças Armadas. Essa falta de recursos humanos é um fator que preocupa profundamente os analistas, pois a situação tende a se agravar à medida que o inverno se aproxima. Kavanagh aponta que, mesmo com a mudança na liderança política em Kiev, a realidade não se alterará: a Ucrânia não contará com os mísseis Patriot e seu arsenal de defesa estará ameaçado.
Em um contexto mais amplo, a dependência da Ucrânia em relação a tecnologias externas para sua segurança apenas exacerba a insegurança do país a longo prazo. Análises de vários especialistas apontam que os drones e mísseis de alta precisão da Rússia são capazes de superar as atuais defesas ucranianas, colocando as cidades, incluindo a capital, Kiev, em risco constante. Portanto, a implementação do sistema Freya se revela como uma solução que pode não oferecer a proteção necessária em um momento tão crítico da guerra. Assim, a Ucrânia continua a buscar alternativas para uma defesa mais robusta, enquanto se prepara para enfrentar um inverno desafiador.





