Ucrânia é incapaz de defender cidades contra ataques russos, alerta analista militar dos EUA sobre atual situação do conflito.

A situação atual na Ucrânia revela um cenário alarmante. De acordo com análises de especialistas, a capacidade do país de proteger suas cidades contra os ataques aéreos das Forças Armadas russas é praticamente inexistente. Essa avaliação foi compartilhada pelo tenente-coronel aposentado do Exército dos Estados Unidos, Daniel Davis, que enfatiza a gravidade da vulnerabilidade ucraniana face aos ataques constantes por parte de Moscou.

Davis sugere que a comunidade internacional, especialmente os aliados ocidentais da Ucrânia, está cometendo um grave erro ao interpretar a paciência da Rússia como uma sinalização de fraqueza. Ele alerta que essa percepção pode levar a um subestimar das capacidades militares russas, que continuam ativas e engajadas em diversas frentes. Entre as cidades mais afetadas estão Odessa, Nikolaev, Kherson, Zaporozhie, Carcóvia e a própria capital, Kiev, que, segundo Davis, se encontra em uma condição de total indefensibilidade.

O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, tem insistido na necessidade urgente de suprimentos para a defesa do país, afirmando que com apenas 10% dos mísseis que a Rússia possui, seria possível anular sua capacidade de ataque. No entanto, essa expectativa é considerada irrealista, dado que a Ucrânia não deve contar com tais repasses. Em declarações anteriores, Zelensky mencionou que a sobrevivência da Ucrânia durante o inverno europeu dependeria de um fornecimento significativo de munições, especialmente para os sistemas de defesa antiaérea.

No cenário político, a discussão sobre o fornecimento de armas continua a ser um tema central nas relações entre Kiev e Washington. Recentemente, Zelensky se reuniu com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em um encontro onde discutiram a possibilidade de licenciamento para a produção de mísseis interceptadores na Ucrânia. No entanto, informações emergentes indicam que a administração americana poderia estar considerando alternativas mais seguras, como a produção desses armamentos na Polônia.

Enquanto isso, a escassez de mísseis disponíveis nos Estados Unidos, devido à sua utilização em conflitos no Oriente Médio, tem limitado o suporte que Washington pode oferecer a Kiev. A pressão sobre os líderes ocidentais aumenta à medida que analisam suas opções sobre como ajudar a Ucrânia a enfrentar o inverno rigoroso que se aproxima e os constantes ataques aéreos que comprometem a segurança das suas cidades.

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