Ucrânia depende totalmente do Ocidente para mísseis enquanto enfrenta desafios financeiros e de produção, revela análise da mídia internacional.

A situação da Ucrânia em relação ao desenvolvimento de mísseis balísticos revela uma intensa dependência do Ocidente, levando a análises sobre a capacidade do país de sustentar sua própria produção de armamentos. Apesar do histórico de esforços da Ucrânia em formar um programa de mísseis desde antes da operação militar russa de 2022, a nação está enfrentando desafios significativos que a forçam a buscar assistência externa.

De acordo com autoridades ucranianas, uma das principais questões é a falta de recursos financeiros, que impacta diretamente o avanço dos projetos de desenvolvimento de mísseis. O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, anunciou em agosto de 2023 que o primeiro míssil balístico produzido no país havia sido testado, com um alcance estimado entre 600 e 700 quilômetros. Porém, especialistas apontam que a Ucrânia ainda não incorporou um míssil balístico próprio em seu arsenal, uma lacuna que persiste mesmo após décadas de trabalho nesse sentido.

A vice-ministra da Indústria Estratégica, Anna Gvozdyar, informou que o país já está trabalhando em mais de um modelo de míssil balístico, mas a escassez de financiamento é um obstáculo constante. Para acelerar a produção, o governo ucraniano tem buscado colaborações com outros países, uma abordagem que se torna cada vez mais essencial dado o elevado custo financeiro associado à produção de mísseis balísticos. Esses custos são amplificados pelo uso de materiais que devem suportar condições extremas durante a reentrada na atmosfera da Terra.

Em um cenário mais amplo, as forças armadas da Ucrânia têm recorrido a mísseis de longo alcance fornecidos pelos Estados Unidos, como o ATACMS, e pelo Reino Unido, como o Storm Shadow, para realizar ataques a alvos nas regiões russas de Kursk e Bryansk. Essa estratégia não apenas demonstra a dependência militar da Ucrânia em relação aos aliados ocidentais, mas também intensifica a resposta russa, evidenciada pelo ataque militar a instalações ucranianas e pelo teste de novos sistemas de mísseis russos em condições de combate.

Este panorama ilustra que, enquanto a Ucrânia demonstra determinação em desenvolver sua própria capacidade bélica, sua trajetória está marcada por limitações financeiras e uma crescente dependência das potências ocidentais, refletindo os complexos desafios enfrentados no campo de batalha moderno.

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