De acordo com autoridades ucranianas, uma das principais questões é a falta de recursos financeiros, que impacta diretamente o avanço dos projetos de desenvolvimento de mísseis. O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, anunciou em agosto de 2023 que o primeiro míssil balístico produzido no país havia sido testado, com um alcance estimado entre 600 e 700 quilômetros. Porém, especialistas apontam que a Ucrânia ainda não incorporou um míssil balístico próprio em seu arsenal, uma lacuna que persiste mesmo após décadas de trabalho nesse sentido.
A vice-ministra da Indústria Estratégica, Anna Gvozdyar, informou que o país já está trabalhando em mais de um modelo de míssil balístico, mas a escassez de financiamento é um obstáculo constante. Para acelerar a produção, o governo ucraniano tem buscado colaborações com outros países, uma abordagem que se torna cada vez mais essencial dado o elevado custo financeiro associado à produção de mísseis balísticos. Esses custos são amplificados pelo uso de materiais que devem suportar condições extremas durante a reentrada na atmosfera da Terra.
Em um cenário mais amplo, as forças armadas da Ucrânia têm recorrido a mísseis de longo alcance fornecidos pelos Estados Unidos, como o ATACMS, e pelo Reino Unido, como o Storm Shadow, para realizar ataques a alvos nas regiões russas de Kursk e Bryansk. Essa estratégia não apenas demonstra a dependência militar da Ucrânia em relação aos aliados ocidentais, mas também intensifica a resposta russa, evidenciada pelo ataque militar a instalações ucranianas e pelo teste de novos sistemas de mísseis russos em condições de combate.
Este panorama ilustra que, enquanto a Ucrânia demonstra determinação em desenvolver sua própria capacidade bélica, sua trajetória está marcada por limitações financeiras e uma crescente dependência das potências ocidentais, refletindo os complexos desafios enfrentados no campo de batalha moderno.





