Durante as escavações, a equipe encontrou restos humanos, além de diversos artefatos funerários que incluem uma moeda cunhada durante o reinado do imperador romano Probus, o que indica que a sepultura remonta ao século III d.C. A presença da moeda dentro do pithos não é meramente ornamental; ela oferece uma data significativa que ajuda a estabelecer o contexto histórico do enterro. Essa prática de sepultar os mortos em pithos era comum em algumas regiões do Império Romano e é um exemplo de como os costumes funerários variavam ao longo do tempo e do espaço.
Além da moeda, os arqueólogos identificaram sete vasos de cerâmica menores, uma lâmpada de óleo, uma faca e dois grampos de cabelo feitos de osso. Os grampos de cabelo, em particular, oferecem indícios sobre o gênero do falecido, sugerindo que poderia ter sido uma mulher, o que é uma informação interessante para estudos de gênero e sociedade naquele período.
Este achado não apenas enriquece nosso entendimento sobre as práticas funerárias do Império Romano, mas também destaca a importância da cidade de Hadrianopolis como um centro de atividades econômicas e culturais. A partir das escavações, a equipe de arqueologia espera aprender mais sobre a vida cotidiana, os rituais e as crenças das pessoas que habitaram essa região há quase dois milênios.
A descoberta em Eskipazar é um lembrete da riqueza do patrimônio histórico da Turquia e da importância contínua de suas ruínas antigas para a exploração acadêmica e a compreensão da história humana.
