O evento violento ocorreu durante um período de dois dias, onde o canadense foi mantido em cárcere privado em um apartamento localizado no Centro do Rio. As agressões sofridas pela vítima foram brutais, incluindo facadas, ameaças de amputação de um dedo e asfixia, tudo com o objetivo de forçá-lo a entregar uma quantia expressiva de US$ 5 mil ao agressor. A prisão do belga foi efetuada por agentes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), em colaboração com a Polícia Federal, que havia sido alertada sobre uma possível tentativa de fuga do suspeito.
Investigações preliminares indicam que o belga não apenas ameaçou a vítima, mas também sua família no Canadá. Para evitar represálias, os parentes do canadense se sentiram obrigados a entregar US$ 35 mil a uma pessoa associada ao suspeito. Em resposta, as autoridades brasileiras estão em contato com a polícia canadense para investigar possíveis cúmplices que poderiam estar ajudando o belga.
A relação entre a vítima e o suspeito remonta a um passado comum: o canadense era amigo do irmão do belga. A troca de mensagens entre eles nas redes sociais resultou em um encontro na República Dominicana, seguido de uma viagem ao Brasil. Ao chegarem ao Rio, em 17 de setembro, o canadense se hospedou em um apartamento alugado, enquanto o belga ficou em um local próximo.
O tormento começou na terça-feira, quando o suspeito invadiu a residência do canadense, iniciando um ciclo de torturas para conseguir o dinheiro exigido. Durante cerca de 48 horas, a vítima foi severamente agredida e, mesmo após as lesões, recebeu ordens para limpar os vestígios das agressões. A situação só teve fim quando, em um momento de oportunidade, o canadense conseguiu fugir do apartamento.
Do lado de fora, ele foi encontrado por um transeunte que, percebendo o estado crítico em que se encontrava, acionou uma ambulância do Corpo de Bombeiros. Após ser transportado para o hospital, a vítima relatou o ocorrido às autoridades. Contudo, mesmo hospitalizado, continuou a receber ameaças do suspeito, que lhe enviou mensagens. As investigações prosseguem com a intenção de reunir evidências suficientes contra o belga.
O estrangeiro foi autuado em flagrante pelas denuncias de tortura e extorsão, mas negou as acusações. Os consulados da Bélgica e do Canadá estão acompanhando de perto o desenrolar do caso. O suspeito passou por audiência de custódia, onde a legalidade de sua prisão foi avaliada, levando à decisão de que ele seguiria detido até novos desdobramentos do caso.
