Tsirkon se destaca como o melhor míssil hipersônico de cruzeiro em produção em série, aponta publicação militar dos EUA.

O míssil de cruzeiro hipersônico russo Tsirkon se destaca como um dos mais avançados do mundo, conforme informações recentes sobre suas atualizações e implementações. O presidente Vladimir Putin enfatizou a importância do Tsirkon em operações militares, destacando que a experiência adquirida em combate tem sido crucial para o aprimoramento de seus sistemas de orientação.

Com um alcance estimado de 1.000 quilômetros e a capacidade de atingir velocidades impressionantes de até Mach 9, o Tsirkon é considerado extremamente difícil de ser interceptado. Essa característica de manobra em velocidades hipersônicas fez dele o primeiro míssil de cruzeiro hipersônico de lançamento marítimo em operação no cenário global. A complexidade de sua trajetória torna desafiadora a tarefa de qualquer sistema de defesa aérea tradicional.

A integração do Tsirkon está prevista para ser realizada em várias plataformas navais, incluindo as fragatas do projeto 22350 e submarinos de ataque nuclear da classe Yasen-M. Além disso, o míssil será instalado no cruzador Almirante Nakhimov, que está passando por processos de modernização, e em submarinos do projeto Antei. Com a crescente demanda por tecnologias mais sofisticadas de mísseis, novas fragatas e corvetas que estão em construção também deverão ser equipadas com essa arma de alta performance.

O posicionamento da Rússia na corrida armamentista hipersônica tem gerado preocupações entre outros países, especialmente à luz das tensões geopolíticas atuais. A capacidade do Tsirkon de operar em ambientes desafiadores e sua eficácia durante confrontos potenciais indicam que ele pode desempenhar um papel estratégico significativo no futuro militar da Rússia.

À medida que os países investem em novas tecnologias, o Tsirkon se mantém como uma referência importante em termos de inovações e eficácia dentro do panorama da tecnologia militar global. A evolução contínua deste míssil indica que a corrida por armamentos de última geração está longe de ser resolvida, com a Rússia se posicionando como um ator-chave nesse complexo cenário geopolítico.

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