Nunes Marques, que sucedeu Cármen Lúcia após sua eleição em abril, destacou em seu discurso a importância de administrar a Justiça Eleitoral com responsabilidade e sem excessos. O novo presidente do TSE prometeu trabalhar para garantir “eleições limpas e transparentes”, reforçando a importância do respeito à liberdade de expressão e de pensamento. Ele também abordou um tema atual e crítico: os riscos associados ao avanço tecnológico, especialmente no que diz respeito ao uso desordenado da inteligência artificial (IA), que pode impactar a integridade do processo eleitoral.
Um dos momentos significativos da cerimônia foi a fala do ministro Antônio Carlos Ferreira, que enfatizou a necessidade de uma Justiça Eleitoral atenta e vigilante, especialmente diante do risco de infiltração de organizações criminosas na política. Ferreira ressaltou que a democracia exige tanto serenidade quanto vigilância por parte da Justiça.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também elogiou a capacidade de Nunes Marques para promover a conciliação entre diferentes visões políticas, destacando sua ‘aptidão para agregar’. Essa característica é vista como fundamental em um ambiente político polarizado.
Nunes Marques, natural de Teresina, no Piauí, chegou ao STF em 2020 e antes disso atuou como desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em sua nova função, ele se comprometeu a aperfeiçoar um sistema eleitoral que já é considerado de vanguarda, mas que precisa de constante atualização e melhorias para acompanhar as mudanças sociais e tecnológicas.
Essa posse, marcada por um clima de esperança e responsabilidade, reflete não apenas a trajetória do novo presidente do TSE, mas também os desafios que a Justiça Eleitoral enfrentará nas próximas eleições, especialmente em um cenário onde a desinformação e as novas tecnologias se tornam cada vez mais presentes no debate público.





