TSE reforça segurança após falsa filiação de Lula ao PL: Sistema de Filiação Partidária terá autenticação em dois fatores.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que irá reforçar a segurança do sistema de cadastro de filiação partidária, após a polêmica em torno da falsa filiação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no PL, partido de Jair Bolsonaro. A partir de fevereiro, será necessário cumprir mais etapas para se acessar o Sistema de Filiação Partidária, conhecido como Filia. A decisão foi tomada após a revelação de que Lula permaneceu quase seis meses registrado no PL, sendo que o petista é o principal nome do PT, partido que fundou nos anos 80.

Após o questionamento, o TSE determinou que a Polícia Federal apure os indícios de crime no caso. Um inquérito policial foi instaurado pela corporação para investigar a situação. Atualmente, qualquer alteração partidária de um eleitor só pode ser feita por um representante do partido, com cadastro no sistema de filiação e uma senha pessoal. A apuração interna do TSE concluiu que a inclusão de Lula no PL foi feita pelo login da advogada Ana Daniela Leite e Aguiar, que presta serviços ao partido. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sugeriu que a inclusão do ex-presidente na legenda tenha sido realizada por um hacker.

Diante desse cenário, o TSE decidiu implementar um sistema de autenticação em dois fatores. A partir de fevereiro, todos os representantes de partidos que operam o Filia com uso de senha terão que utilizar também o aplicativo e-Título para confirmar o acesso ao sistema. Além disso, os usuários precisarão ter sua biometria cadastrada na Justiça Eleitoral. De acordo com o TSE, o objetivo da medida é aprimorar os mecanismos de segurança e proteger os dados de eleitores filiados a partidos políticos no Brasil.

O sistema de filiação ficará temporariamente indisponível a partir deste sábado para que as alterações sejam implementadas. A previsão é que a mudança seja concluída no início de fevereiro. A autenticação de dois fatores é uma camada extra de proteção utilizada em sistemas modernos atualmente. A expectativa é que essas mudanças garantam mais segurança e transparência no processo de filiação partidária, evitando casos de falsa filiação e garantindo a legitimidade dos registros.

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