Após o questionamento, o TSE determinou que a Polícia Federal apure os indícios de crime no caso. Um inquérito policial foi instaurado pela corporação para investigar a situação. Atualmente, qualquer alteração partidária de um eleitor só pode ser feita por um representante do partido, com cadastro no sistema de filiação e uma senha pessoal. A apuração interna do TSE concluiu que a inclusão de Lula no PL foi feita pelo login da advogada Ana Daniela Leite e Aguiar, que presta serviços ao partido. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sugeriu que a inclusão do ex-presidente na legenda tenha sido realizada por um hacker.
Diante desse cenário, o TSE decidiu implementar um sistema de autenticação em dois fatores. A partir de fevereiro, todos os representantes de partidos que operam o Filia com uso de senha terão que utilizar também o aplicativo e-Título para confirmar o acesso ao sistema. Além disso, os usuários precisarão ter sua biometria cadastrada na Justiça Eleitoral. De acordo com o TSE, o objetivo da medida é aprimorar os mecanismos de segurança e proteger os dados de eleitores filiados a partidos políticos no Brasil.
O sistema de filiação ficará temporariamente indisponível a partir deste sábado para que as alterações sejam implementadas. A previsão é que a mudança seja concluída no início de fevereiro. A autenticação de dois fatores é uma camada extra de proteção utilizada em sistemas modernos atualmente. A expectativa é que essas mudanças garantam mais segurança e transparência no processo de filiação partidária, evitando casos de falsa filiação e garantindo a legitimidade dos registros.





