O novo líder não apenas presidirá a Alerj, mas também assumirá interinamente o governo estadual, atualmente sob a direção do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, devido à renúncia do ex-governador Cláudio Castro. A situação política se agrava, pois tanto Bacellar quanto Castro foram condenados pelo TSE por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, em um episódio conhecido como o escândalo da “folha secreta de pagamento”.
Conforme a legislação em vigor, a nova eleição na Alerj deve ocorrer dentro de seis sessões, e o futuro presidente terá a tarefa de conduzir a escolha de um governador-tampão que estará no cargo até dezembro deste ano. Bacellar, que se encontra licenciado desde dezembro, enfrentou questionamentos adicionais após uma prisão temporária. Ele foi detido sob a suspeita de vazamento de informações relacionadas a uma operação da Polícia Federal, mas a sua prisão foi posteriormente revogada pela Alerj.
O clima de incerteza na Alerj é ainda mais acirrado com a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bacellar, ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e o desembargador Macário Júdice Neto. Eles são acusados de obstruir investigações ligadas ao tráfico de drogas, particularmente em relação ao Comando Vermelho, uma das facções mais influentes do crime organizado no Brasil. A denúncia alega que Bacellar e TH Joias utilizaram suas posições para proteger interesses vinculados a atividades criminosas.
Além disso, um suposto vazamento de informações sigilosas permitiu que TH Joias se evadisse antes da chegada da polícia, complicando ainda mais a situação para Bacellar e seu círculo próximo. A pressão política tende a aumentar, dado o contexto de corrupção e obstrução da Justiça que permeia a atual administração na Alerj. A próxima semana será crucial na definição dos novos rumos da política fluminense, com a expectativa da escolha de um novo presidente e a possibilidade de um novo governante que terá a missão de restaurar a confiança no governo do estado.
