Durante um comício realizado na terça-feira (23), Maduro, que é candidato à reeleição, afirmou que as eleições no Brasil não são auditadas e exaltou o sistema eleitoral de seu país como “a melhor auditoria do mundo”. Segundo ele, “nenhum boletim de urna é auditado no Brasil”, comentário que gerou imediato repúdio das autoridades eleitorais brasileiras.
Em resposta, o TSE reafirmou a credibilidade e segurança das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil. “Em face de falsas declarações contra as urnas eletrônicas brasileiras, que, ao contrário do que afirmado por autoridades venezuelanas, são auditáveis e seguras, o Tribunal Superior Eleitoral não enviará técnicos para atender convite feito pela Comissão Nacional Eleitoral daquele país para acompanhar o pleito do próximo domingo”, afirmou o tribunal em nota oficial.
Ainda segundo o TSE, a Justiça Eleitoral brasileira não tolera desrespeitos ou mentiras que possam vir a desqualificar a seriedade e integridade do processo eleitoral e das urnas eletrônicas no Brasil. “A Justiça Eleitoral brasileira não admite que, interna ou externamente, por declarações ou atos desrespeitosos à lisura do processo eleitoral brasileiro, se desqualifiquem com mentiras a seriedade e a integridade das eleições e das urnas eletrônicas no Brasil”, acrescentou a nota.
Inicialmente, o TSE havia designado dois especialistas em sistemas eleitorais para a missão de acompanhar as eleições na Venezuela, em atendimento a um convite do Conselho Nacional Eleitoral daquele país. O envio de representantes para observar eleições estrangeiras é uma prática habitual do TSE, que também acolhe delegações internacionais durante as eleições brasileiras.
O cenário das eleições venezuelanas é marcado por tensão, com o presidente Nicolás Maduro buscando a reeleição entre outros nove candidatos. Há denúncias de prisões de opositores às vésperas da votação e alegações de restrições à liberdade da população, meios de comunicação e observadores internacionais.
Essa decisão do TSE evidencia a importância da integridade e transparência nos processos eleitorais e ressalta a credibilidade do sistema brasileiro, que se tornou uma referência global em segurança e auditabilidade.





