O processo foi impetrado pela coligação Bora Trabalhar, composta por partidos como PSD, Patriota e União Brasil. Esta coligação contestou uma decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), que havia rejeitado, em 2023, o pedido de cassação do senador, arquivando assim o processo. As críticas da coligação se baseiam na alegação de que durante a campanha de Seif, ele teria recebido apoio de empresários e de um sindicato da região, algo que não teria sido devidamente declarado às autoridades eleitorais. Tal favorecimento teria, segundo os denunciantes, impactado o resultado das eleições.
Em sua defesa, Jorge Seif se pronunciou por meio de um comunicado oficial, expressando serenidade diante do adiamento e reafirmando sua confiança na justiça. O senador destacou que o caso já havia sido analisado em duas ocasiões em Santa Catarina, resultando em absolvição unânime e com um parecer do Ministério Público Eleitoral a favor do arquivamento, alegando “absoluta falta de provas”.
O julgamento necessário para definir o futuro político de Seif se tornou um ponto de atenção tanto em Santa Catarina quanto em âmbito nacional, dada a relevância das eleições e a discussão sobre a utilização de recursos em campanhas eleitorais. Os desdobramentos desse caso na próxima semana serão observados de perto, especialmente pelas implicações que podem ter sobre a credibilidade do senador e do próprio processo eleitoral na região. Em um cenário político já polarizado, a decisão do TSE pode influenciar o panorama político local e a confiança pública nas instituições eleitorais.
