Trump declarou que não espera uma necessidade significativa de suporte adicional, uma vez que o novo memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã garante a continuidade da navegação sem a cobrança de tarifas. Ele enfatizou sua crença de que a participação de forças navais de outros países, com um ou dois navios, poderia complementar os esforços dos Estados Unidos e melhorar a segurança no estreito.
Esse desenvolvimento segue a confirmação, ocorrida no domingo anterior, entre Trump e Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, sobre a finalização de um memorando que será oficialmente assinado na Suíça no dia 19 de junho. A assinatura digital do documento já havia ocorrido e foi anunciada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance.
Após fazer o anúncio, Trump esclareceu que também havia autorizado o levantamento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos e águas do Irã. O presidente indicou que o tráfego de embarcações no estreito de Ormuz está sendo gradualmente retomado e mencionou que a passagem já havia sido parcialmente reaberta, com expectativa de total liberação até a próxima sexta-feira.
Entretanto, para que a hidrovia esteja completamente segura para a navegação regular, um processo de desminagem será necessário e pode levar até dois meses para ser concluído, segundo informações de fontes oficiais. O estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais críticas do mundo, responsável por uma proporção significativa do transporte global de petróleo. A estabilidade dessa região é, portanto, de suma importância não apenas para os Estados Unidos mas para a comunidade internacional como um todo.
