De acordo com informações obtidas, as solicitações foram motivadas por briefings de segurança que destacavam uma suposta ameaça do Irã. Conselheiros da campanha de Trump teriam recebido indicações de que o país estaria tramando um ataque contra o ex-presidente. Em meio a este clima de tensão, a gerente de campanha Susie Wiles expressou insatisfação em correspondências com Ronald L. Rowe Jr., o chefe do Serviço Secreto dos EUA, sobre a aparente falta de pessoal para garantir a segurança adequada durante eventos públicos. Em uma ocasião recente, por exemplo, um evento teve que ser cancelado em cima da hora devido a essa escassez.
Embora investigações do FBI não tenham encontrado provas diretas ligando o Irã a tentativas de assassinato de Trump, a hipótese não foi totalmente descartada. De acordo com autoridades de inteligência dos EUA, líderes iranianos parecem estar buscando vingança devido ao assassinato do general Qassem Soleimani, que ocorreu em 2020 e foi atribuído à administração Trump. Contudo, especialistas em segurança afirmam que as capacidades de Teerã para executar operações dentro do território americano são limitadas.
Apesar da gravidade da situação, o Serviço Secreto não comentou extensivamente sobre a interação com a campanha de Trump, mas um porta-voz assegurou que o ex-presidente estaria recebendo “os mais altos níveis de proteção”. O gesto de solicitar aviões militares para transportá-lo, no entanto, representa uma mudança significativa nos protocolos de segurança para candidatos a cargo público nos Estados Unidos, algo que nunca antes havia ocorrido em campanhas eleitorais recentes. A combinação de segurança elevada e o clima de tensão política levanta questões sobre o impacto que esses fatores podem ter na dinâmica da eleição.
