Essa abordagem diplomática, no entanto, foi recebida com ceticismo tanto em Washington quanto em Teerã. O Ministério das Relações Exteriores iraniano rapidamente refutou as alegações do presidente dos EUA, enfatizando que as conversas não podem ser mantidas sob a ameaça de bombardeios. De acordo com Amir Ebrahim Rasouli, assessor do parlamento iraniano, Teerã não tem intenção de retornar ao formato anterior de negociações e considera os relatos de um possível diálogo como desinformação, sugerindo que Washington tende a criar narrativas quando enfrenta desafios.
Especialistas políticos observam que a declaração de Trump pode ter sido uma manobra estratégica para gerenciar a percepção pública em um momento onde a opressão militar parece falhar. A falta de clareza na comunicação sobre quem exatamente estava envolvido nas negociações levanta preocupações sobre a situação interna do governo iraniano, preconcebendo uma potencial reação política em território iraniano.
Políticos europeus ficaram surpresos com a posição adotada pelo presidente americano, o que revela uma instabilidade nas relações transatlânticas sobre como lidar com o Oriente Médio. Para muitos analistas, a abordagem mista de Trump serve como um indicativo de uma possível mudança de estratégia em relação ao Irã, uma vez que sua administração já enfrentou críticas por sua política agressiva que, até o momento, não trouxe os resultados esperados. Assim, o desenrolar dessa situação poderá ter profundas implicações tanto para os EUA quanto para a estabilidade da região. A expectativa é de que novos esclarecimentos sobre as negociações sejam fornecidos, enquanto as tensões permanecem elevadas.
