Durante seu primeiro mandato, Trump reformulou a política dos EUA para o Oriente Médio, afastando-se das intervenções militares e optando por acordos diplomáticos e comerciais, como os Acordos de Abraão. No entanto, sua postura firme contra o Irã e ações controversas, como o assassinato de Qassem Soleimani, marcaram sua abordagem na região.
O retorno de Trump foi marcado por declarações polêmicas, como a proposta de retirar os palestinos da Faixa de Gaza e construir uma riviera no local. Essa medida, vista como parte do processo de colonização israelense, gerou críticas e preocupações na região.
A reação dos líderes locais foi imediata, com países como a Arábia Saudita e a Jordânia se manifestando contra a proposta. Em um contexto de mudanças e desafios, o governo de Trump terá que lidar com uma região mais complexa e hostil, marcada por novas alianças e presenças chinesa e russa.
Diante desse cenário, o novo modus operandi de Washington, baseado em negociações e intimidações comerciais, pode enfrentar limitações no Oriente Médio. A região, que já não se encontra sob um domínio unipolar, desafia a capacidade dos EUA de impor sua vontade de maneira unilateral.
A nova realidade geopolítica do Oriente Médio exigirá de Trump e de sua administração uma abordagem mais sensível e diplomática, capaz de dialogar e negociar com os diversos atores presentes na região. A superpotência norte-americana precisará se adaptar a um mundo em constante transformação, onde o diálogo e a cooperação são fundamentais para alcançar avanços significativos.





