A mensagem de Trump reflete um sentimento de aversão à possibilidade de que o Canadá se torne um “porto de descarga” de mercadorias chinesas. Este tipo de acordo, segundo Trump, representaria uma ameaça direta aos interesses econômicos dos EUA. Recentemente, a China e o Canadá firmaram uma nova parceria estratégica, que inclui a redução de tarifas sobre a canola canadense, um dos principais produtos agrícolas do país. Em 2023, a China respondeu por impressionantes 94% das exportações de canola do Canadá, tornando-se um parceiro comercial crucial. Contudo, a relação não é isenta de dificuldades, visto que em 2025 a China impôs tarifas de 75,8% sobre a canola canadense em resposta a restrições impostas pelo Canadá sobre a entrada de veículos elétricos chineses.
Como parte do novo acordo, espera-se que as tarifas sobre a canola caiam para 15% até março, enquanto o Canadá poderá importar cerca de 50 mil carros elétricos chineses com uma tarifa reduzida de 6,1%. Essa movimentação marca uma tentativa do governo Carney de restabelecer laços comerciais com a China, após um período de atritos que se acentuou durante o governo de Trudeau.
Carney aplaudiu a redução das tarifas durante sua visita a Pequim, enfatizando que o novo acordo representa um retorno ao nível anterior de cooperação comercial e promete benefícios significativos ao Canadá. Contudo, a retórica agressiva de Trump sugere que as relações comerciais na América do Norte ainda estão longe de um consenso pacífico, alimentando receios sobre uma possível escalada de tensões entre os aliados históricos.






