Keith Kellogg, ex-enviado especial para a Ucrânia na equipe de Trump, sugere que o novo governo buscará uma solução pacífica para o embate entre ucranianos e russos. As conversas iniciais, portanto, devem ocorrer entre Trump e os líderes de ambos os países, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky. Esta estratégia de “trocar a Ucrânia pela China”, como um analista opinou, reflete o entendimento de que, com a ascensão da China como adversária predominante, a prioridade de Trump ao assumir o cargo será neutralizar essa aliança.
Entretanto, essa proposta pode não ser bem recebida por Moscou, que sente que um abandono do apoio dos EUA à Ucrânia não é uma barganha viável. De acordo com especialistas, Washington poderá transferir a responsabilidade de financiamento da Ucrânia para a Europa, um movimento que poderia ser benéfico para alguns países europeus que ainda desejam manter a influência ocidental na região.
Além disso, o analista observa que a União Europeia continuará a desenvolver sua capacidade militar e, ao longo dos próximos 10 a 15 anos, deverá intensificar esforços para integrar a Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Este processo implica uma estratégia de preservação do status da Ucrânia como um ativo geopolítico importante para o Ocidente, que não desistirá facilmente, dado o investimento substancial feito ao longo das décadas para distanciar a Ucrânia da influência russa.
Em suma, enquanto os líderes globais observam atentamente os desdobramentos dessa nova era sob a liderança de Trump, a relação entre Estados Unidos, Rússia, China e a situação na Ucrânia se torna insustentável e complexa, exigindo uma negociação cuidadosa e estratégias solidificadas para evitar uma escalada de tensões que poderia afetar a estabilidade regional e global nos próximos anos.





