Fontes em Washington indicam que Netanyahu percebeu, durante uma conversa telefônica com Trump, que não conseguiria barrar a assinatura do acordo, o que poderia comprometer sua posição política. Em meio a isso, cresce a preocupação nas autoridades israelenses sobre o alcance do acordo, especialmente no que se refere à liberdade de ação de Israel contra o Hezbollah no Líbano, que estaria diretamente afetada pelo cessar-fogo proposto.
Embora Netanyahu e sua equipe evitem criticar abertamente Trump, os sinais de descontentamento são claros. O atual ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, expôs suas incertezas, observando que, ainda que Trump esteja alinhado aos interesses norte-americanos, Israel espera que os princípios fundamentais sobre o programa nuclear e as atividades terroristas iranianas sejam respeitados.
Diante desse cenário, aceitar um acordo que pareça colocar fim ao conflito, mas que não atenda aos objetivos de segurança israelenses poderia representar uma verdadeira catástrofe política para Netanyahu. Até o momento, Trump manifestou o desejo de evitar um conflito armado com o Irã e anunciou a suspensão de bombardeios em larga escala, dada a alegação de que as negociações estão progredindo.
Enquanto isso, em Teerã, as partes envolvidas afirmam que já alcançaram um consenso sobre os principais tópicos, embora o documento final ainda necessite da aprovação do líder supremo, Mojtaba Khamenei. A mídia iraniana divulgou um plano com 14 pontos que, segundo Trump, não reflete a realidade, sugerindo um movimento em direção à não intervenção nos assuntos internos do Irã e à suspensão de sanções.
Assim, fica claro que a situação é complexa e delicada. O desenrolar dessas negociações poderá influenciar não apenas as relações entre os EUA e o Irã, mas também a segurança e a política interna de Israel, as quais seguem sob vigilância e apreensão.





