O presidente anunciou que os ataques às forças do regime iraniano continuarão nas próximas semanas, mencionando uma abordagem de “extrema força” que, segundo ele, levará o Irã “de volta à idade da pedra”. Ele também fez uma ressalva sobre a busca por negociações, afirmando que a mudança de regime nunca foi seu objetivo declarado, mas que, devido à morte de vários líderes do país persa, uma nova liderança, mais moderada, emergiu.
Nos comentários sobre os alvos militares, Trump mencionou usinas de geração de energia, ressaltando que não estavam atacando instalações petrolíferas para preservar a possibilidade de reconstrução do país em um futuro próximo. Ao longo de sua fala, no entanto, ele fez afirmações sobre ter “destruído” as forças militares do Irã, mas não conseguiu explicar por que o Estreito de Ormuz, uma via crítica para o comércio de petróleo, ainda está sob controle e influência iraniana, impactando os preços internacionais.
Sobre a alta nos preços do petróleo, o presidente minimizou a questão, alegando que era uma situação temporária decorrente de “ataques terroristas insanos” de Teerã contra petroleiros em países vizinhos. Ele afirmou que os Estados Unidos não dependem do petróleo daquela região e que países que dependem da passagem devem cuidar de sua segurança.
Trump também destacou a importância dos aliados no Oriente Médio, mencionando Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e outros, que têm sido alvo de retaliações iranianas. No entanto, seu pronunciamento não fez menção aos protestos em massa que ocorreram em várias cidades americanas, onde milhões de cidadãos manifestaram sua oposição à guerra e criticaram as políticas de deportação do governo. Esses protestos marcam a terceira onda de dissidência em meses e ocorrem em um momento em que Trump enfrenta uma de suas piores avaliações, com sua popularidade em torno de um terço, segundo levantamentos recentes.
