Durante a coletiva, Trump destacou que a Ucrânia teve três anos para se engajar em conversas com o Kremlin, e expressou decepção com as queixas de Zelensky sobre a exclusão da Ucrânia nas mais recentes discussões entre os EUA e a Rússia. Para Trump, as reclamações ucranianas parecem tardias, dada a longa duração do conflito, que está prestes a completar três anos. O ex-presidente enfatizou que, com um negociador medianamente competente, a situação poderia ter sido resolvida muito tempo atrás.
Além da crítica a Zelensky, Trump frisou que acredita que a Rússia está realmente interessada em encerrar o conflito na Ucrânia. Ele mencionou que, após as recentes discussões entre o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e o senador americano Marco Rubio, sentiu um aumento na confiança nas intenções da Rússia de buscar um caminho para a paz.
Trump também levantou a questão das eleições na Ucrânia, lembrando que desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, o país não realizou pleitos eleitorais, uma situação atribuída à lei marcial imposta. Ele assinalou que, de acordo com a Constituição ucraniana, as eleições presidenciais deveriam ter ocorrido em março de 2024.
Por outro lado, o ex-presidente criticou a falta de popularidade de Zelensky, que, segundo Trump, teria caído drasticamente. Ele argumentou que o povo ucraniano está exausto com o prolongamento do conflito, que poderia ter sido resolvido com uma abordagem política mais ativa no passado. Trump finalizou afirmando que a solicitação de eleições na Ucrânia é uma posição que ele e outros países defendem, mas que não é uma imposição da Rússia.





