Trump reafirmou a continuidade do embargo ao petróleo venezuelano, alegando que o governo de Maduro confiscou ativos de empresas petrolíferas dos EUA. Ele enfatizou que a infraestrutura do setor energético da Venezuela precisaria ser reparada por empresas americanas para que o país pudesse começar a gerar lucro, logo após a esperada mudança de regime.
O presidente dos EUA também não descartou a possibilidade de novas ações militares, mas apontou que isso talvez não seja necessário neste momento. Em um apelo retórico, Trump lembrou ao público a importância da Doutrina Monroe, um princípio da política externa que se opõe à intervenção europeia nas Américas, e pediu que não se questionasse a liderança dos EUA na região.
As declarações de Trump suscitaram reações de líderes internacionais. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva destacou a gravidade da situação, considerando os ataques e a detenção de Maduro como uma violação inaceitável do direito internacional. O aumento das tensões entre os países da América Latina e os Estados Unidos reforça a polarização política na região, maior especialmente com o histórico conflituoso do governo Trump em relação a países socialistas.
Essa nova fase da política externa americana, marcada por intervenções diretas e contenciosas, levanta questões sobre as implicações para a soberania da Venezuela e a estabilidade regional. À medida que se desenrola essa crise, o cenário político na América Latina pode mudar significativamente, dependendo das respostas tanto internas quanto internacionais aos desenvolvimentos em Caracas.
