O presidente dos EUA destacou que consultará seus assessores sobre a versão mais recente do acordo, que, segundo ele, poderia ser uma oportunidade para evitar uma escalada militar. Contudo, sua retórica não deixou dúvida sobre a sua determinação: “Ou chegamos a um bom acordo ou vou explodi-los em mil infernos”, declarou Trump, fazendo referência à necessidade de uma resposta assertiva ao que considera provocação por parte do Irã.
Na véspera, durante uma reunião com autoridades de segurança nacional, Trump não tomou uma decisão formal sobre a possibilidade de ataques em larga escala, mas expressou a necessidade de dar mais tempo para que a diplomacia funcione. Especialistas em relações internacionais sugerem que o cenário atual pressiona a Casa Branca a articular um acordo que evite um conflito armado, enquanto avaliam que Trump parece mais interessado em sair do embate do que o próprio Irã.
Neste contexto, o Paquistão apareceu como um mediador potencial. O país relatou que as negociações recentes com líderes iranianos resultaram em avanços que podem facilitar um entendimento final para o conflito. O chefe do Exército paquistanês teve encontros frutíferos em Teerã, envolvendo não apenas o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, mas também outras figuras-chave na política do país.
Além desses esforços, Trump pretende conversar com líderes regionais, incluindo representantes da Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Egito e Turquia. Essas conversas visam reunir apoio regional e aumentar a pressão sobre o Irã para que este reconsidere suas exigências nas negociações.
Com a situação ainda em evolução, a comunidade internacional observa atentamente as movimentações norte-americanas, ponderando as implicações que uma nova escalada de conflito poderia ter não apenas para o Oriente Médio, mas para a estabilidade global como um todo.





