Representantes da campanha de Hillary Clinton condenaram imediatamente o candidato republicano pelos comentários favoráveis ao ditador do Iraque

O candidato republicano, Donald Trump, discursa durante campanha no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.
O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou na terça-feira à noite o ditador iraquiano Saddam Hussein por “matar terroristas”, o que provocou críticas imediatas da rival democrata Hillary Clinton. Durante um evento de campanha na Carolina do Norte, em mais de uma de sua série de declarações polêmicas, Trump afirmou que os Estados Unidos “não deveriam ter desestabilizado” o Iraque, que é agora um reduto do grupo extremista Estado Islâmico (EI), 13 anos após a invasão que acabou com o regime de Saddam.
“Ele era um cara mau, realmente um cara mau. Mas sabem o que ele fazia bem? Ele matava terroristas. Ele fazia isto tão bem”, afirmou o republicano. “Eles não liam seus direitos, eles não conversavam. Se eram terroristas, estava acabado”, comentou, elogiando a forma como o regime de Hussein tratava criminosos.
No passado, o candidato já havia dito que o mundo estaria “cem por centro melhor” se ditadores como Saddam e o líbio Muamar Kadafi ainda estivessem no poder. “Hoje em dia, o Iraque é a Harvard do terrorismo. Quer ser um terrorista? Vá para o Iraque, que é como se fosse Harvard”, ironizou Trump durante o comício, em referência à prestigiosa universidade americana.
“Os elogios de Trump a ditadores brutais e as lições distorcidas que parece ter aprendido da história deles demonstram novamente como ele seria perigoso como o comandante em chefe e o quão indigno ele é para o cargo que ambiciona”, apontou a nota do Partido Democrata.
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