Trump afirmou, com confiança, que questões complexas seriam resolvidas rapidamente se ele se tornasse presidente. “Se ganharmos, será muito simples. Tudo será resolvido, e muito rapidamente”, afirmou o republicano, ao criticar a atual administração dos EUA. “Se não o fizermos, você pode acabar com grandes guerras no Oriente Médio e talvez uma terceira guerra mundial”, advertiu.
Netanyahu presenteou Trump com uma fotografia emoldurada que, segundo o líder israelense, mostrava uma criança mantida refém por militantes liderados pelo Hamas desde as primeiras horas da guerra. Em resposta, Trump garantiu que cuidaria da situação.
O encontro de sexta-feira ocorreu um dia após Trump declarar em entrevista à Fox News que Israel precisa resolver rapidamente a situação da guerra em Gaza. “Não pode continuar assim. É muito longo. É demais”, apontou Trump. Apesar de apoiar a posição militar de Israel, ele também criticou as relações públicas do país, indicando que Israel precisa melhorar sua imagem internacional.
A campanha de Trump divulgou posteriormente um comunicado reforçando suas promessas de, se eleito, buscar a paz no Oriente Médio e combater o antissemitismo nos campi universitários dos Estados Unidos. Netanyahu, ao ser questionado por jornalistas sobre o progresso rumo a um cessar-fogo em Gaza, expressou esperança em um acordo.
A reunião encerrou uma semana intensa para Netanyahu, que se dirigiu ao Congresso dos Estados Unidos e manteve conversações com o presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris, candidata democrata favorita para as eleições de novembro.
O encontro entre Trump e Netanyahu foi notavelmente mais amistoso do que as reuniões anteriores do primeiro-ministro israelense com Biden e Harris, os quais pressionaram Netanyahu a negociar rapidamente um cessar-fogo e a libertação de reféns.
É importante notar que a última vez que Trump e Netanyahu se encontraram foi em setembro de 2020, durante uma cerimônia na Casa Branca para celebrar um acordo diplomático significativo, intermediado pela administração Trump, entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.
Durante seu mandato, Trump atendeu a muitas das demandas de Netanyahu, incluindo o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e uma postura mais agressiva contra o Irã. No entanto, a relação entre os dois esfriou após Trump deixar a Casa Branca, especialmente quando Netanyahu parabenizou Biden por sua vitória nas eleições presidenciais de 2020.
Para Netanyahu, reparar laços com Trump é crucial, considerando a possibilidade de Trump retornar à presidência dos Estados Unidos, um aliado vital para Israel. Em discurso no Congresso dos EUA, Netanyahu elogiou tanto Biden quanto Trump, destacando as contribuições históricas de ambos para Israel.
